Parapeito ou Peitoril? Guarda-corpo ou corrimão? E agora? Qual é o correto?

É comum recebermos consultas dos clientes para orçamentos mencionando tais estruturas e quase sempre todos querem dizer a mesma coisa, ou melhor, todos se referem ao mesmo item, mas o que vamos ler mais abaixo é que cada um destes elementos tem uma função específica e ao contrário do que se imagina, todos não se tratam de grades, simples barreiras ou qualquer coisa do tipo que proteja da queda, mas sim, de diferentes especificidades para cada tipo de ambiente e função.

 

Do que não temos dúvida, é que todos eles são, sem dúvida, elementos de segurança fundamentais e indispensáveis. Mas para ajudar a esclarecer este imenso universo de terminologias da construção civil, dentro de um dos elementos que está sempre presente nas Construções da Scali & Mendes, vamos às definições de fato:

Guarda Corpo é toda proteção que cerca uma ponte, varanda, terraço etc., cujo propósito é salvaguardar o corpo, evitando acidentes. É um dos principais itens de segurança em projetos, pois protege pessoas de quedas em função do desnível de pisos ou de ambientes mais altos em relação à outros. É utilizado ainda em mezaninos, janelas, sacadas e geralmente podem ser feitos de vidro, ferro, alumínio, madeira ou alvenaria.

Parapeito é uma espécie de parede como barreira, que se ergue até a altura do peito, situado à extremidade de um telhado ou edifício. Pode servir para prevenir quedas não desejadas e ainda ter funções defensivas de construção ou de estilo arquitetônico (neste caso mais conhecido como platibanda). É feito de alvenaria. Diferencia-se do guarda-corpo por se tratar de um elemento inteiro, ou seja, sem grades.

Peitoril trata-se de uma base fixada na parte inferior das janelas que se projeta além da parede. Funciona como apoio para as pessoas e proporciona melhor acabamento interno e externo do imóvel. Está correlacionado à soleira (que é usada no piso, que delimita, designa o arremate da mudança de acabamento de pisos. Geralmente feito de mármore, granito ou de madeira), que embora seja feita geralmente do mesmo material que o peitoril e pareçam praticamente a mesma peça não fosse a falta de acabamento externo na mesma que a define como sendo peitoril ou ainda ´pingadeira´ como é comumente chamada.

E por fim, temos o corrimão, que nada mais é que o apoio para a mão colocado ao longo das escadas. É claro que de certa forma, todos são unânimes na função: proteger! Porém, é preciso ter cuidado na hora de especificar em projeto, procurando sempre incluir um detalhe e/ou foto do modelo pretendido. Por este motivo também solicitamos aos clientes que sempre enviem foto do modelo escolhido para não haver confusão entre as nomenclaturas. Vale lembrar que quase sempre a procura é pelo guarda-corpo, esta é a terminologia correta e que pode ser executado nos mais variados modelos e materiais, sendo os de madeira, a nossa especialidade! Até porquê muitos dos elementos que executamos em madeira por si só já demandam um guarda-corpo, tais como: deck, passarelas, mezaninos, varandas, bangalôs, entre outros.

Mãos à obra e vamos projetar um exclusivo para a sua casa! Muitas vezes ele pode ser o que faltava para dar um toque todo especial na sua fachada ou área de lazer, lembrando que além de protegerem, eles podem tão somente ter a função de delimitar espaços, com a beleza que só a madeira pode proporcionar, se inserindo no contexto do ambiente, podendo marcante ou sutil, basta que você tenha o auxílio de um arquiteto para isso e consulte quem entende do assunto!

Troque sua cobertura de palha por telha de madeira ou taubilha

No setor da construção quando falamos em coberturas, são inúmeros os modelos, tipos, materiais e cores de telhas disponíveis, inclusive as chamadas coberturas naturais (teto jardim ou teto verde). Porém, quando pensamos em cobertura de palhas, tudo se resume a sapé! Sim! Todos chamam qualquer tipo de palha, de sapé!

Temos no mercado três tipos de palhas: sapé, piaçava, santa fé (isso aqui em SP, lá no nordeste vamos encontrar ainda, a carnaúba, entre outras). E geralmente os clientes me falam: é tudo igual!!!

Não é! Não mesmo!

Elas tem características bem distintas entre sim, vejam nos tópicos na nossa página e depois vocês me contam.

Elas inclusive não são todas palhas, podem ser uma fibra ou taboa. Podemos ainda chamar palha de capim, enfim, eu entendo que não é um universo muito explorado, até porque se trata de coberturas bem diferenciadas, natural que as pessoas confundam os materiais. Mas no nosso bate papo de hoje, quero abordar especificamente sobre a troca das coberturas de palhas e/ou fibras por telhados de natural de madeira, que pode ser com telhas de madeira e/ou taubilhas!

 

Vai ficar confuso novamente? Um pouquinho 🙄 (risos). Abaixo, segue uma breve explicação sobre estes dois tipos de telhas:

Produzidas industrialmente, serradas e com dois frisos laterais, tratadas. Lembram uma telha de ardósia. Estas geralmente são em eucalipto ou pinus e agora, estão sendo chamadas de taubilhas pelas usinas que as fabricam, porém, as taubilhas originais, assim são chamadas, por imitarem tábuas (ou tabuinhas, daí o nome taubilhas) irregulares, o que justamente as caracterizam por serem bem rústicas. Então: TAUBILHAS ECOLÓGICAS e TELHAS DE MADEIRA TRATADAS podemos definir como:

Telhas de taubilha são telhas artesanais, fatiadas no machado uma a uma, feitas com sobras de guajará. Trata-se de material ecológico, uma vez que sua obtenção ocorre a partir do reaproveitamento de sobras de madeiras e também pelo fato de não requererem produtos químicos para sua conservação, pois são feitas de madeira de lei, bem resistente ao tempo. A madeira da qual se originaram as taubilhas é proveniente de áreas com manejo florestal, todas com DOF (Documento de Origem Florestal).

Já as telhas de madeiras tratada, feitas de pinus ou eucalipto, são produzidas nas usinas. Existem até algumas emrpesas vendendo telhas tratadas chamadas de taubilhas porque tentam imitar o aspecto bem rústico, mas não são iguais as taubilhas originais.

Bem, para de fato entrar no tema principal, já que sabemos agora a diferença entre estes materiais todos, a pergunta que fica: É possível trocar um telhado de telhas cerâmicas, os mais convencionais ou a cobertura do meu quiosque de palha por taubilhas?

Sim! É possível! Vale algumas observações: se o madeiramento está dimensionado adequadamente para suportar o novo peso da cobertura, dependendo de com qual material está coberto o ripamento pode ter distância diferente do que a taubilha necessita, ou seja, é preciso a avaliação de um profissional para verificar estas questões, porém, temos tido grande procura de clientes insatisfeitos com as coberturas de palhas, por conta da manutenção (todos sabemos que algumas podem chegar a durar até 20 anos, mas em geral, a maioria delas vai durar 7 anos em média), mas não querem abrir mão do aconchego, da beleza do telhado natural e da arquitetura rústica para o qual aquele telhado foi projetado, muitas vezes até mesmo para ter exatamente a diferença da arquitetura contemporânea da casa para a área de lazer.

Sendo assim, muitos clientes tem optado por trocar as coberturas de sapé e piaçava (em sua grande maioria) por taubilhas (alguns poucos por telhas de madeira, por motivos que vamos explorar futuramente) e ter durabilidade de pelo menos três vezes mais que a piaçava, por exemplo, ou seja, média de 20 anos ou até mais (temos registro de telhados executados com taubilhas há praticamente 50 anos que ainda resistem a ação do tempo). Lógico, que levando sempre em consideração, as questões climáticas de cada região, a inclinação do madeiramento existente, a proximidade com vegetações que favoreçam o apodrecimento do material por causa da umidade, entre outros fatores.

 

De qualquer forma, concluímos que o telhados de madeira tem sido muito bem aceitos no mercado e esta é mais uma vitória para nós, dos setores que trabalham com madeira, porque além da beleza, temos a certeza de estar contribuindo significantemente para a sustentabilidade do planeta no que diz respeito ao setor da construção, assunto este que já abordamos anteriormente e ainda, trazendo materiais de qualidade para os clientes, nosso motivo maior de tantas pesquisas e inovações!

Quiosques, carramanchões e coberturas naturais. O contraste: simplicidade e elegância!

Atualmente o homem busca estabelecer contato mais próximo com a natureza, pois a correria do dia a dia e as turbulências da vida moderna faz com que deseje redescobrir as origens, retomar o contato com a natureza e se aproximar da paz que ela proporciona. Dentro desta nova e saudável busca, o arquiteto pode conceber projetos que resgate formas mais simples e naturais de se viver, entre elas, a específicas coberturas naturais. Saiba mais

Casas com Estrutura de Madeira Eucalipto

Muitas pessoas tem me perguntado por quê nossas casas são ecologicamente corretas e por quê a chamamos de sustentáveis.

 

Além de projetarmos fazendo com que as premissas básicas sejam preservar o máximo possível a topografia do terreno, aproveitamento da insolação natural, prevendo estruturas mais leves que consumam menos materiais em sua fundação, também prevemos aquecimento solar em todos projetos, bem como o uso da energia fotovoltaica e captação de água de chuvas para reuso. Algumas casas também fazem uso de biodigestor, entre outras soluções sustentáveis. Mas o que vamos tratar no decorrer do nosso texto hoje, é especificamente sobre a escolha do sistema construtivo em madeira e a importância do eucalipto neste novo cenário da arquitetura.

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Tudo sobre Brises (Brise-Soleil ou Ripado)

O brise-soleil (expressão francesa cuja tradução literal seria quebra-sol, embora seja comum a utilização apenas da palavra brise em português), também comumente chamado de ripado (no caso da madeira) é um elemento arquitetônico utilizado para impedir a incidência direta de radiação solar nos interiores de um edifício, de forma a evitar calor excessivo.

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