Quiosques, carramanchões e coberturas naturais. O contraste: simplicidade e elegância!

Atualmente o homem busca estabelecer contato mais próximo com a natureza, pois a correria do dia a dia e as turbulências da vida moderna faz com que deseje redescobrir as origens, retomar o contato com a natureza e se aproximar da paz que ela proporciona. Dentro desta nova e saudável busca, o arquiteto pode conceber projetos que resgate formas mais simples e naturais de se viver, entre elas, a específicas coberturas naturais.

 

Optar por um revestimento natural para o telhado é uma forma de integrar a construção à natureza. Muito solicitado para casas de praia ou de campo, o telhado de palha aparece também em regiões urbanas, cobrindo ambientes de lazer diversos como: quiosques, gazebos, bangalôs, áreas de churrasqueira (ou os tão famosos atualmente espaços gourmet), varanda, bar molhado, área de lazer, salas de ginástica/yoga, cabanas, chalés ou mesmo a casa inteira. Para obter um bom resultado, é necessário que o profissional conheça a durabilidade e as características de cada palha ou fibra e também das diversas telhas de madeira que hoje existem no mercado. Sapé, Santa-fé e Piaçava são as palhas  mais tradicionais.

Em um primeiro momento, pode parecer estranho que esse tipo de cobertura tão primitiva realmente proteja contra a ação da chuva e do sol. Entretanto, em pouco tempo de convivência ela mostra suas excelentes qualidades como isolante térmico e acústico. A água da chuva também não atrapalha, desde que a estrutura do telhado tenha declividade mínimas variando entre 45% e 60% (dependendo da palha utilizada), bem como uso de mantas entre as camadas, que protejam contra possíveis vazamentos por conta do desgaste natural de cada fibra.

Normalmente a cobertura natural é associada a uma arquitetura de tendências rústicas, vernacular. Mas ela pode ser combinada a outros estilos, conferindo um toque irreverente à casa. Se a ideia é aproximar o máximo da natureza, a estrutura do telhado deve ser de madeira, de preferência aparente. A presença do forro é opcional e deve atender às expectativas estéticas para os ambientes internos, já que o visual do exterior esta garantido.

O auxílio de um arquiteto pode tornar o projeto mais harmonioso, imprimindo a dose exata de natureza para abrigar os usuários, mas também é importante que o mesmo tenha conhecimento técnico para detalhar inclinações, tipo da palha a ser usada, bem como a identidade visual pretendida a edificação.

A Scali & Mendes executa projetos para construção ou reforma de quiosque com cobertura de palhas sapé, piaçava e santa fé e ainda, taubilhas e telhas de madeira. Conheça algumas obras realizadas abaixo utilizando coberturas naturais:

 

 

 

Sobre os diferentes tipos de palhas

Sapé (Imperata brasiliensis)

O sapé (ou sapê) é o nome comum de várias espécies de gramíneas naturais de encostas e solos com alto nível de acidez. Muito encontrado no interior do estado de São Paulo, os caules são secados e utilizados para construir coberturas rústicas.

Os feixes de sapé são amarrados com arame galvanizados por compressão entre o ripamento já pregado nos caibros na parte inferior e uma barra de ferro na parte superior.

A sobreposição das camadas da palha proporciona um aspecto rústico na parte interna, já o efeito da parte externa é semelhante ao da piaçava, porem com espessura mais grossa e rígida e com tonalidade mais clara. Geralmente utilizado em construções com aspecto mais rústico por conta da sua aparência.

Sua durabilidade média é de aproximadamente 5 anos.

CARACTERÍSTICAS DO SAPÊ:

Sapê é uma designação comum a várias espécies de gramíneas cujos caules são secados e utilizados para construir telhados de casas rústicas.

As duas espécies mais conhecidas são o capim-sapê (Imperata brasiliensis) e a capimpeba (Andropogon bicornis). Também é conhecido pelos nomes de sapê, sapé, palha sapê e capim-sapé.

 

 

Piaçava (Attalea funifera)

Piaçava é o nome comum de uma espécie de palmeira nativa do sul da Bahia. Seu nome tem origem na língua tupi, significando “planta fibrosa”, devido ao seu caule característico.

Sua fibra é colhida quando amadurece, sendo a parte mais grossa utilizada na produção de vassouras e as demais destinadas a artesanatos e confecção de coberturas. Para aplicação como cobertura, a piaçava vem trançada em ripas de madeira com 2 metros de comprimento. Essas ripas são chamadas de “pente” e sua instalação na cobertura deve ser de baixo para cima, com espaçamentos que variam de 10 cm a 20 cm dependendo da especificação. A sobreposição das ripas compõe o visual interno da casa. Do lado de fora, a piaçava é penteada e fica lisa. Sua principal característica é a “franja” que fica com cerca de 30 cm de altura ou pode ser cortada na medida desejada, mas ainda tem clientes que optam por não cortar, deixando bem irregular o seu aspecto. Como tem visual mais ordenado, é a preferida para ambientes mais requintados. Também muito utilizada em quiosques de praia do litoral paulista.

Sua durabilidade média é de aproximadamente 6 anos.

CARACTERÍSTICAS DA PALMEIRA DE PIAÇAVA:

Possui estipe liso e cilíndrico, desde subterrâneo até 15 m, folhas eretas, verde-escuras, com pecíolo longo, e frutos comestíveis. Também é conhecida pelos nomes de coqueiro-piaçaba, japeraçaba, pau-piaçaba, piaçabeira, piassava, piaçaba, piassaba, piaçaveira e vai-tudo.

CURIOSIDADES SOBRE A PIAÇAVA:

Piaçava é uma fibra natural que dá entre as folhagens de uma palmeira encontrada com mais evidência no sul da Bahia. Junto com as fibras que são utilizadas para fazer vassoura, existe o que os nativos chamam de bagaço ou fita. Esse bagaço antigamente era descartado e utilizado para reparar buracos nas ruas, pois não tinha o menor valor comercial nem se conhecia alguma forma de aplicação para tal. De repente um abençoado resolveu tentar cobrir uma pequena construção com o tal bagaço, e deu certo, foi aí que surgiu o emprego para um material que era descartado como lixo. Depois dessa descoberta, os nativos começaram a separar a fibra do bagaço, e logo um novo material natural de beleza inconfundível se tornara artigo de luxo fazendo parte agora de projetos arquitetônicos belíssimos em todo Brasil e em outros países.

 

 

Santa-fé (Panicum prionitis)

A Santa-fé é o nome comum de uma espécie de capim nativo do sul do Brasil (estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul), Argentina e Uruguai.

A cobertura é feita com a palha seca e sua aparência de uma massa compacta e flexível. A espessura final da cobertura é aproximadamente 20 cm. Com excelente custo x benefício,
sua durabilidade média é de 15 a 20 anos.

Toda a cobertura é costurada a mão com arame galvanizado, o que dá maior firmeza e durabilidade. Totalmente impermeável e funciona como ótimo isolante térmico, deixando o ambiente muito agradável.

CARACTERÍSTICAS DO CAPIM SANTA-FÉ:

Gramínea de hábito cespitoso, perene, de 2 a 2,5 m de altura, com muitos colmos que emitem folhas longas, cinza azuladas, brilhantes e muito abrasivas; as folhas secas permanecem muito tempo na touceira, enriquecendo a coloração da planta. Inflorescências altas, eretas, abertas sem importância ornamental.

Planta para situações de pleno sol, bastante resistente: tolera ventos, maresia, geados, frios e calor intenso. Aprecia umidade podendo permanecer por anos em situação de alagamento.

Também é conhecida pelos nomes de capim-santa-fé, palha santa fé, santa fé.

4 comentários

  • Sthéfani Coutinho

    Boa noite, preciso de cobertura de fibras naturais para uma área de 272m² em ums residência no rio de janeiro. Vocês atendem esse local?

    • Equipe Scali & Mendes

      Prezada Sthéfani

      Agradecemos seu contato, estamos lhe respondendo via e-mail.

      Atenciosamente.

      Equipe Scali & Mendes

  • Joni

    Boa noite!!!
    Preciso fazer um salão com churrasqueira, nos fundos da minha residência….
    Aguardo retorno

    • Equipe Scali & Mendes

      Prezado Joni.

      Agradecemos seu contato, estamos lhe respondendo via e-mail.

      Atenciosamente.

      Equipe Scali & Mendes

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